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Vida pregressa. 



Capitulo 2: Coragem em Meio à Incerteza

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O Príncipe de Prata​

 

Quando estava em seu ultimo ano do fundamental, sua turma recebeu um passeio escolar, para o castelo de Windsor, Damian e Peter estavam animados com a viagem ao castelo que era famoso por sua grandiosidade e história.

Em uma tarde livre, enquanto exploravam os arredores do castelo, eles ouviram uma conversa suspeita entre dois homens nos jardins. Eles falavam sobre uma coroa de prata perdida, que supostamente havia sido usada por um príncipe no século XII, mas que foi escondida em algum lugar do castelo há muitos anos e ambos pareciam saber como chegar até ela, usando um livro como referencia.

Sem conseguir resistir à curiosidade mesmo com os protestos de Peter seguiram os homens e descobriram que eles eram ladrões de fato, planejando roubar a coroa assim que a encontrassem. Determinado a impedir, Damian decidi-o que precisava encontrar a coroa primeiro.

Usando o resto da tarde foi com Peter na biblioteca, conseguiu encontrar o mesmo livro, em um trecho do mesmo a lenda era contada de forma de poema como uma cantiga antiga, seu texto era simples e falava que a coroa havia pertencido ao príncipe Richard dado de presente por seus pais Rei Henry II e da Rainha Eleanor de Aquitânia, seus irmãos Geoffrey e John, conspiraram para roubá-la e escondê-la em algum lugar que Richard nunca pudesse encontrá-la e ele nunca a viu novamente, porem o livro não revelava se a historia era verdadeira muito menos sua localização.

Analisando com mais atenção acabou percebendo que o conto era escrito de forma estranha, possuindo versos incomuns e rimas incompletas em poucas horas decifrou as as palavras e letras ocultas nos versos, encontrou oque seria a sala onde a peça estava escondida.

Esperando o anoitecer Damian e Peter invadiram o castelo chegando a sala primeiro que os ladrões, com um pouco de dificuldade Damian conseguiu soltar o assoalho antigo arrancando duas tabuas do chão e encontrando uma caixa de madeira onde estava a coroa de prata, no entanto, os ladrões chegaram a sala descobrindo que os garotos estavam com a coroa e começaram a persegui-los pelo castelo, toda a confusão acabou chamando a atenção da segurança que adentrou o castelo rapidamente. 

Damian e Peter conseguiram despistá-los e fugiram quebrando uma janela correndo em direção ao jardim com a coroa de prata em segurança, antes de os ladrões conseguissem sair eram rendidos pela segurança do castelo.

Damian retornou a pousada com Peter, não podiam contar a verdade a ninguém e de qualquer forma a coroa era apenas uma lenda, Damian decidiu mantê-la consigo.

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Poeira & Ervas

 

Quando estava em seu primeiro ano de colegial, Damian passou a frequentar a biblioteca da cidade conseguindo um emprego de meio período no local, lá ele conheceu Oliver, um garoto escocês que possuía cabelos ruivos intensos e um forte sotaque do norte, o garoto frequentava quase todos os dias da semana a biblioteca, pedindo ajuda e importunando Damian constantemente para procurar livros, não levou tanto tempo para começarem a conversar mais, Oliver sonhava em se tornar médico e a maior parte dos livros que buscavam tinha haver com o assunto, desde remédios, ervas a praticas cirúrgicas.

Com o tempo, Damian e Oliver se aproximaram e se tornaram bons amigos, em um dia comum de trabalho, Damian caminhava por um corredor passando o dedo pelas lombadas dos livros na prateleira de biologia quando um livro chamou sua atenção. Ele tinha uma capa de couro antiga e parecia ter sido manuseado muitas vezes. curioso, pegou o livro e abriu, folheando as páginas amareladas pelo tempo percebendo que o autor possuía o mesmo sobrenome de Oliver e decide investigar mais a fundo. Descobre que o livro pertenceu a um irmão de seu avô, que também era médico e estudioso das ervas medicinais.

Intrigado, Damian mostra o livro a Oliver, que fica surpreso ao ver o sobrenome de sua família na capa do livro. Eles decidem então estudar juntos o conteúdo do livro, se aprofundando cada vez mais nas ervas e suas propriedades medicinais.

Com o passar dos meses, Damian e Oliver ficam ainda mais próximos, compartilhando não apenas o interesse pelas ervas.

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Dentes & Garras
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Chegava em Viena pela primeira vez, aproveitando suas férias escolares Damian estava emocionado por conhecer uma nova cidade, podendo passar tempo com sua avó a condessa Ortensia Sandleford, que era uma grande entusiasta da arte e da cultura. Eles visitaram muitos museus e galerias de arte, era impossível não ficar impressionado com a beleza e a riqueza histórica de Áustria.

Em uma noite, quando sua avó estava cansada e foi dormir mais cedo, Damian decidiu explorar a cidade sozinho. Ele tinha ouvido falar de um castelo abandonado nas florestas nos arredores da cidade e estava ansioso para ver com seus próprios olhos.

Saiu do hotel tarde da noite e caminhou pelas ruas desertas de Viena. Ele estava animado e nervoso ao mesmo tempo. Era a primeira vez que se aventurava em uma cidade estrangeira sozinho. Ainda assim, ele estava determinado a encontrar o castelo.

Caminhou por uma floresta densa e escura, o vento soprava forte e fazia com que as árvores se curvassem e rangeu as folhas secas no chão, Damian não sabia quanto tempo caminhou, mas finalmente viu o castelo à distância.

O castelo era enorme e antigo, Damian se aproximou devagar. Ele sentia que algo estava errado, mas não conseguia identificar o que era. De repente, ele ouviu um uivo alto e assustador, oque o assustou e se virou rapidamente, mas não viu nada.

Ele decidiu continuar e entrou no castelo. O lugar estava vazio e silencioso, olhou ao redor com admiração, fascinado pelas paredes de pedra, e velhas colunas e esculturas nas paredes. Mas logo ele percebeu que não estava sozinho.

Ele ouviu um rosnado baixo e se virou para ver uma grande criatura semelhante a um lobo parado diante dele, tudo que podia ver eram intensos olhos vermelhos em meio a escuridão. Damian ficou paralisado pelo medo. Ele tentou correr, mas o lobo o seguiu. o garoto correu sem parar, mas parecia que monstro estava sempre logo atrás dele.

Finalmente, Damian chegou a um grande salão. Ele olhou ao redor e viu algo brilhando no canto, Era uma espada velha. Sem hesitar, ele a pegou e se preparou para enfrentar a criatura.

Que apareceu em seguida, com olhos selvagens e dentes afiados, com o pouco de luz que entrava pelas grandes janelas pode ver-la melhor, a criatura se assemelhava a um lobo porem era maior e andava sobre duas patas, como um lobisomem Damian então se preparou para o confronto. Ele tentou golpear o lobisomem com a espada, mas não conseguiu acertá-lo. O lobisomem avançou para cima dele, mas Damian conseguiu desviar e correr em direção à saída do castelo.

Ele correu o mais rápido que pôde, e o lobisomem o seguiu. Quando finalmente chegou à floresta, o grande lobo desapareceu. o garoto ficou ofegante e tremendo. Ele não tinha certeza se o que acabara de acontecer era real ou apenas um sonho.

Damian voltou para o hotel, trazendo a espada consiga a enrolando em seu casaco para não chamar a atenção da movimentada cidade, no dia seguinte, contou com sua avó oque havia acontecida, Ela riu era dos sonhos aventureiros e ambos seguiram sua viagem pela Europa.

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Nunca Olhe para Trás
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Sua formatura estava chegando, os ultimos anos haviam sido maravilhosos, junto a Oliver e Peter mas estava chegando o momento de tudo acabar, sentia-se dividido. Por um lado, amava Oliver e queria estar com ele, mas por outro lado, sentia que precisava seguir um caminho diferente do que todos esperavam dele. Damian passou noites em claro refletindo sobre suas escolhas, e a angústia começou a tomar conta de sua mente.

Oliver, não conseguia entender a hesitação de Damian. Ele queria estar ao lado dele e apoiá-lo em suas escolhas, mas sentia que Damian não estava pronto para se entregar completamente.

Um dia, depois de uma discussão longa na biblioteca, Oliver perguntou a Damian se ele realmente queria estar com ele, e a resposta de Damian foi um silêncio doloroso.

Foi então que Oliver decidiu seguir em frente, e se afastou, Damian ficou parado, sem saber o que fazer, enquanto Oliver ia embora. Ele se arrependeu de não ter sido sincero com seus sentimentos, mas sentia que não estava pronto para enfrentar as consequências de suas escolhas.

Com o tempo, Damian tomou uma decisão importante sair de casa e seguir seus próprios sonhos. Ele queria estudar história e buscar aventuras, mesmo que isso significasse ir contra os desejos de sua família. Ele se despediu de seus irmãos, deixando para trás sua vida de conforto e segurança, em busca de uma vida mais livre e emocionante.

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Lasciate ogne speranza​
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O verão que antecedeu a faculdade deveria ser um tempo de expectativa, mas tornou-se um rito de passagem para o insondável. Em uma paróquia costeira da Irlanda, Damian encontrou o Padre Thomas, um rapaz jovem de olhar exausto, recém-ordenado e cujas mãos tremiam ininterruptamente. Damian havia seguido para o local por curiosidade, após ouvir relatos de pescadores sobre uma capela arruinada, no coração de uma cripta que parecia isolada do tempo, com apoio do padre Thomas, que aceitou a ajuda, ambos adentraram a antiga cripta e seguiram até uma area subterranea onde repousava um artefato, um prisma de obsidiana cujas faces possuíam ângulos estranhos, ele devorava a luz da lanterna em vez de refleti-la.

Quando Thomas, movido por um impulso de fé cega, tocou a pedra para tranca-la, a realidade ruiu. O ar tornou-se denso, saturado com o cheiro de ozônio e do oceano, Thomas caiu de joelhos, não em oração, mas em um colapso brutal seus olhos reviraram para trás, fixos em uma verdade que sua mente de clérigo não podia suportar, enquanto gritos inarticulados rasgavam sua garganta em um esgotamento nervoso absoluto.

Damian, contudo, foi puxado para além. Por um lapso de segundos que pareceram eras, ele não estava mais na Inglaterra. Ele caminhava sobre as ameias ciclópeas de R’lyeh.

O chão sob seus pés era uma pedra esverdeada e viscosa, erguida em ângulos obtusos que causavam náusea imediata ao olhar. Ele viu torres monumentais, imensas colunas de basalto que se retorciam em espirais impossíveis, erguendo-se sobre abismos de um mar negro e estagnado. Era uma metrópole de pesadelo, construída por mãos que não conheciam a escala humana; as estruturas eram desproporcionais, com arcos que se fechavam em direções proibidas e monólitos cobertos por hieróglifos que pulsavam com uma luz fosforescente e doentia. Damian, com a mente fervilhando em uma clareza técnica e aterrorizante, observou que a arquitetura daquela cidade não seguia leis físicas: os ângulos das ruas pareciam colidir uns com os outros em dimensões que a mente tentava, desesperadamente, traduzir. Era uma vastidão desolada, uma arquitetura de pesadelo, silenciosa e opressora, onde a própria gravidade parecia estar sendo forçada a curvar-se para manter aquela cidade monstruosa erguida.

O choque da percepção o arremessou de volta à cripta. Thomas jazia catatônico no chão, a face marcada por uma exaustão existencial que o deixaria para sempre quebrado. O prisma de obsidiana, agora inerte, repousava no centro do altar. Damian, sentindo um frio gélido irradiar do objeto para seus ossos, guardou-o na mochila. Ele não possuía respostas, apenas a certeza gélida de que o mundo que conhecia era uma fachada frágil, e que, em algum ponto oculto do abismo, R’lyeh aguardava, indiferente à sua sanidade.

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Fly Me To The MoonBart Howard
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© 2023 por Damian Sandleford

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